sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Soneto patafísico - I

Eu não tenho "perguntas irrespondíveis": e sim respostas imperguntáveis.
(Lido no Orkut)


Então melhor levá-las ao barbeiro
ou a qualquer lugar que te apeteça
(segundo o bem que cada qual mereça
nas sendas deste mundo sem roteiro).

Destituídas de pai ou paradeiro,
seu sentido é qualquer um que apareça:
seja um vento ou um céu que empalideça,
sejam as gordas chuvas de janeiro.

Por isso te sugiro: quando as tenhas
(tuas respostas – digo – imperguntáveis),
que as leves a passear por outras brenhas –

e lhes dês, na carência das perguntas,
o consolo das coisas consoláveis,
que estão bem vivas se não são defuntas.

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