Esses caras usam as palavras para fingir que falam de alguma coisa e carregam elas de sentido. (Lido no Orkut)
Confesso que não tinha reparado
que isso pudesse ser algum defeito.
Certamente é preciso ler direito,
para entender que o pote está rachado,
que o fundo do dizer, bem arranjado,
cheio assim de atavio e de confeito,
pelo crivo não passa mais estreito
de algum ouvido ou olho preparado.
No entanto resta ver se, retirada
a veste com que finge o fingimento,
se há de subir à coisa desejada:
se, expurgado o pecado do sentido,
é possível chegar ao preterido
material de que é feito o pensamento.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
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