No esforço de fazer a distinção
entre os homens e as antas, dei um jeito
de escrever um livrinho contrafeito
para esboçar uma definição.
Mas logo descobri que a pretensão
vinha prejudicada de um defeito,
que estava em que eu, antomem, imperfeito,
sem saber onde tinha posto a mão,
mas buscando ver bem o que não via
(eu cego e caçador de lobisomens),
sempre soube mais de antas do que de homens.
Fiquei no meio termo, a patinar,
procurando no espelho decifrar
o enigma que no espelho se escondia.
sábado, 27 de setembro de 2008
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