Este céu de safira me aborrece,
nem a vertigem já me faz parar.
Como encontrar o que ainda me interesse,
o que me leve à idéia de pousar?
Nem mesmo este desejo de arrancar
um naco do teu olho me apetece:
me irrita até o prazer de me fartar
que futricar carcaças oferece.
Devo mudar-me para outro país
e adotar novo nome e profissão,
transformando em comédia a que eu não quis?
Ai! Sob a grande luz do céu parado
até mesmo o fedor do meu enfado
tem mais doçura do que andar no chão...
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