Com elegância francesa,
a que se somava um quê
que duas vezes faria
pensar a própria Brunet,
entre o avestruz e o pavão
mal se podendo escolher
(e a deslizar pela sala
na pressa de nada ver),
a certa altura do evento,
como quem joga um pedrouço
e o escuta repercutir
no fundo escuro de um poço,
para a surpresa geral
cometeu este deslize
que existe até quem entenda,
mas não há quem avalize:
dirigindo-se aos presentes,
com voz que seria suave
e que, no entanto, destoou,
como destoaria uma ave
que, contrastando, surgisse
albicaude entre atricaudes,
num belo entono do papo
deixou escapar: “Confraudes!”
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