Aumente seu pênis de 3 a 8 cm. (Recebido por e-mail)
Três a oito centímetros
lhe faltam, indenes?
Não se deprecie.
Aumente seu pênis.
Se quer ter acesso
aos gozos perenes
e a outras maravilhas,
aumente seu pênis.
Se os seus pesadelos
o açulam, infrenes,
para ter descanso
aumente seu pênis.
Se os três mil cupidos
o evitam, solenes,
vá de vento em popa
e aumente seu pênis.
Se as senhoras pensam
que o erro está nos genes,
cumpre esclarecê-las:
aumente seu pênis.
Se há na sua agenda
Ritas e Marlenes
que nunca atenderam,
aumente seu pênis.
domingo, 11 de novembro de 2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Foi a atmosfera!
Todo riso, aí, é no fundo apenas o risinho histérico de uma convulsão de pavor. (...) esses movimentos espalham uma atmosfera de medo e auto-repressão obsessiva, onde o mero pensamento de desagradá-los infunde na alma do cidadão os mais sinistros presságios. (Olavo de Carvalho)
Se alguém te perguntar por que motivo
desististe do sonho e da quimera
e te tornaste assim, distante e esquivo,
responde, sem pensar: “Foi a atmosfera!”
Se alguém quiser saber qual foi o crivo
por que passaste a tua vida inteira,
a ponto de vender teu efetivo
para ir morar nalguma ilha estrangeira;
e por que abandonaste de repente
teu pai e teu amigo, teu parente,
teu cachorro, teu gado, tua herdade,
e te foste abrigar numa tapera,
mudado o próprio nome e a identidade,
dize, num sopro só: “Foi a atmosfera!”
Se alguém te perguntar por que motivo
desististe do sonho e da quimera
e te tornaste assim, distante e esquivo,
responde, sem pensar: “Foi a atmosfera!”
Se alguém quiser saber qual foi o crivo
por que passaste a tua vida inteira,
a ponto de vender teu efetivo
para ir morar nalguma ilha estrangeira;
e por que abandonaste de repente
teu pai e teu amigo, teu parente,
teu cachorro, teu gado, tua herdade,
e te foste abrigar numa tapera,
mudado o próprio nome e a identidade,
dize, num sopro só: “Foi a atmosfera!”
terça-feira, 6 de novembro de 2007
O fardo
O Direito em si, em sua aplicação histórica como ciência, tem um viés primordialmente esquerdista. (...) Outro ponto interessante é o estudo do Direito Canônico, sobretudo do período da Santa Inquisição, que trabalhava com todo um conjunto de conceitos morais que merece ser resgatado por nós na atualidade, como mecanismo de combate ao esquerdismo predominante nessa ciência retórica. (Lido no Orkut)
Se o direito é invenção de comunista,
e o comunismo está em cada canto,
para onde há de fugir o teu espanto
ou a tua ansiedade direitista,
num mundo onde as visões de um canonista
se misturam à dúvida e ao quebranto
(deixando para os vermes outro tanto),
já sem qualquer desejo de conquista?
Talvez fugisses para a Lua ou Marte,
ou até para mais remota parte,
se lá também teu pasmo não chegasse.
Mas, aqui, sem justiça e sem resguardo,
pacientemente levas o teu fardo,
como se algum demônio te obrigasse.
Se o direito é invenção de comunista,
e o comunismo está em cada canto,
para onde há de fugir o teu espanto
ou a tua ansiedade direitista,
num mundo onde as visões de um canonista
se misturam à dúvida e ao quebranto
(deixando para os vermes outro tanto),
já sem qualquer desejo de conquista?
Talvez fugisses para a Lua ou Marte,
ou até para mais remota parte,
se lá também teu pasmo não chegasse.
Mas, aqui, sem justiça e sem resguardo,
pacientemente levas o teu fardo,
como se algum demônio te obrigasse.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Soneto barroco
A cada artigo o grande Conselheiro,
com um pitaco pronto em cada linha;
não pode endireitar sua cozinha,
e pensa endireitar o mundo inteiro.
Reúne à sua volta um formigueiro,
que o cosmo todo estuda e esquadrinha.
Dá conselho ao vizinho e à vizinha,
e acha mesmo que o mundo é seu terreiro.
Muitos meninos, desavergonhados,
procurando fazer-se de homens nobres,
vão, cheios de um saber mais que pedestre,
teorizar sobre usuras e mercados
(embora de bom senso muito pobres):
e eis aqui os discípulos e o Mestre!
com um pitaco pronto em cada linha;
não pode endireitar sua cozinha,
e pensa endireitar o mundo inteiro.
Reúne à sua volta um formigueiro,
que o cosmo todo estuda e esquadrinha.
Dá conselho ao vizinho e à vizinha,
e acha mesmo que o mundo é seu terreiro.
Muitos meninos, desavergonhados,
procurando fazer-se de homens nobres,
vão, cheios de um saber mais que pedestre,
teorizar sobre usuras e mercados
(embora de bom senso muito pobres):
e eis aqui os discípulos e o Mestre!
Senhora idosa
... uma senhora idosa que liderava todo um contingente, você quer dizer? E as provas foram coletadas? Só foram coletadas provas na investigação contra o fazendeiro e o segurança. Não se investigou nada sobre a "irmã", tão cândida, pura e inocente. (Lido no Orkut)
Senhora idosa,
tão perigosa!
Que comandava
um arsenal
e ameaçava
o meu quintal –
não se aproxime,
senão atiro!
Senhora idosa,
prodigiosa!
Esse livrinho
que traz na mão
me dá medinho –
me dá medão!
Não se aproxime,
senão atiro!
Senhora idosa,
tão assombrosa!
De desarmá-la
só vejo um jeito:
é mandar bala
bem lá no peito!
Não se aproxime,
senão atiro!
Senhora idosa,
tão perigosa!
Que comandava
um arsenal
e ameaçava
o meu quintal –
não se aproxime,
senão atiro!
Senhora idosa,
prodigiosa!
Esse livrinho
que traz na mão
me dá medinho –
me dá medão!
Não se aproxime,
senão atiro!
Senhora idosa,
tão assombrosa!
De desarmá-la
só vejo um jeito:
é mandar bala
bem lá no peito!
Não se aproxime,
senão atiro!
domingo, 4 de novembro de 2007
Reparação (II)
O cara se ligou mesmo foi no nariz... quando ele viu a napa inconfundível do sujeito, já se tocou... ali tem celebridade, deve ter Rolex... (Lido no Orkut)
Do nariz ao Rolex vai a distância
que o olhar percorre, breve e cobiçoso.
Chega o nariz primeiro, pressuroso,
e o Rolex vem no encalço – um ordenança.
Quem tem um bom nariz não se balança,
mas corre o risco inútil, dispendioso,
de perder seu relógio precioso
se se muda em tormenta a contradança.
Para mantê-lo a nível e empinado,
sem o risco de ver-se, de repente,
vítima de um prejuízo inesperado,
melhor deixar em casa a jóia intata
e levar para a rua tão somente
a outra, também vistosa, mas barata.
Do nariz ao Rolex vai a distância
que o olhar percorre, breve e cobiçoso.
Chega o nariz primeiro, pressuroso,
e o Rolex vem no encalço – um ordenança.
Quem tem um bom nariz não se balança,
mas corre o risco inútil, dispendioso,
de perder seu relógio precioso
se se muda em tormenta a contradança.
Para mantê-lo a nível e empinado,
sem o risco de ver-se, de repente,
vítima de um prejuízo inesperado,
melhor deixar em casa a jóia intata
e levar para a rua tão somente
a outra, também vistosa, mas barata.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Campanha
Para relembrar: campanha NÃO DÊ PANETONE PRO PORTEIRO NO NATAL. Amigos, vou aderir à campanha. Espero que vocês também. Estamos no paraíso e em companhia do “deus” Lula! (...) Vamos mandar os eleitores de Lula cobrarem dele tudo o que vivem pedindo por telefone e outros meios à famigerada “zelite”. (Lido no Orkut)
Nunca dês panetone ao teu porteiro,
nem um pobre alimentes no Natal,
pois, enquanto malgastas teu dinheiro,
ele vota na esquerda no final.
Sê duro com teu pobre, sê frugal.
Dá-lhe o pão do conselho sobranceiro.
Ou, para seres mais original,
tira-lhe o que não deste o ano inteiro.
Numa faixa de pano bem vistosa,
feita de bom tecido cor-de-rosa,
escreve este teu lema negativo:
Nada de prenda! Nada de presente!
Não te mostres bonzinho ou compassivo,
mas trata-o como um pária, um mau parente.
Nunca dês panetone ao teu porteiro,
nem um pobre alimentes no Natal,
pois, enquanto malgastas teu dinheiro,
ele vota na esquerda no final.
Sê duro com teu pobre, sê frugal.
Dá-lhe o pão do conselho sobranceiro.
Ou, para seres mais original,
tira-lhe o que não deste o ano inteiro.
Numa faixa de pano bem vistosa,
feita de bom tecido cor-de-rosa,
escreve este teu lema negativo:
Nada de prenda! Nada de presente!
Não te mostres bonzinho ou compassivo,
mas trata-o como um pária, um mau parente.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
A noiva do momento (II)
Na gíria comercial “montar a noiva” não tem nada a ver com comprar um vestido do estilista Clodovil Ernandes. É uma pratica contábil que consiste basicamente em separar a parte podre da noiva, dívidas trabalhistas, impostos devidos e maracutaias em geral no CNPJ original e criar um novo CNPJ, – e claro todos os outros registros, estaduais e municipais – com a marca e a parte limpa da empresa. Soltam um balancete bacana, mostrando lucros e rentabilidade expressiva para conseguir um bom preço e vender a “noiva”. A parte podre declara falência e dá o cano no estado. O Carrefour comprou diversos supermercados nanicos assim. Alguns com umas lojas bem maquiadinhas, que eram verdadeiras arapucas. (Delfim Neto)
Como assim? Separar a parte podre
da noiva que se leva para o altar?
Passá-la por um crivo? Separar
o que nela é oportuno e o que não pode?
Ou, talvez, esvaziá-la, como um odre
cujo conteúdo cumpre despejar
onde não possa nos incomodar?
(Ou pó que de um vestido se sacode?)
E, sendo nós a noiva do momento
(assunto tão complexo e delicado!),
que parte seccionar do todo dado?
E mais: havendo nisso entendimento,
e havendo quem exija a providência,
deve essa parte decretar falência?
Como assim? Separar a parte podre
da noiva que se leva para o altar?
Passá-la por um crivo? Separar
o que nela é oportuno e o que não pode?
Ou, talvez, esvaziá-la, como um odre
cujo conteúdo cumpre despejar
onde não possa nos incomodar?
(Ou pó que de um vestido se sacode?)
E, sendo nós a noiva do momento
(assunto tão complexo e delicado!),
que parte seccionar do todo dado?
E mais: havendo nisso entendimento,
e havendo quem exija a providência,
deve essa parte decretar falência?
A noiva do momento (I)
A turbulência nos mercados financeiros mundiais, detonada pela crise de crédito de risco nos EUA, serviu para evidenciar a imagem positiva que o Brasil conquistou no exterior, segundo o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Nicola Tingas. "Somos a noiva ideal do momento. O Brasil tornou-se um safe haven (paraíso seguro) de segunda linha, perdendo apenas para os títulos do governo americano", afirmou hoje, relatando o clima dos encontros realizados em Washington, nos Estados Unidos, por conta da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), este mês. (A Tarde Online, Economia)
Éramos, pela própria natureza,
o impávido gigante, belo e forte
colosso. Mas mudou a nossa sorte,
e um pouco se turbou nossa macheza.
Tornamo-nos a noiva do momento,
segundo as flutuações da economia,
que ora pinta de azul, ora desvia
a esperança feliz do casamento.
Mas disso não tiramos má lição,
pois, se não nos convém esse noivado,
não sendo lisonjeira a situação,
como é intocada a noiva (mesmo grávida),
o colosso não fica desonrado
se for noiva também, mas noiva impávida.
Éramos, pela própria natureza,
o impávido gigante, belo e forte
colosso. Mas mudou a nossa sorte,
e um pouco se turbou nossa macheza.
Tornamo-nos a noiva do momento,
segundo as flutuações da economia,
que ora pinta de azul, ora desvia
a esperança feliz do casamento.
Mas disso não tiramos má lição,
pois, se não nos convém esse noivado,
não sendo lisonjeira a situação,
como é intocada a noiva (mesmo grávida),
o colosso não fica desonrado
se for noiva também, mas noiva impávida.
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